OBSESSÃO

Segundo dicionário

O que é Obsessão:

Obsessão é o substantivo feminino que significa um comportamento de importunar ou perseguir alguém de forma insistente. Também pode indicar um estado de preocupação permanente em relação a alguma coisa.

CÓDIGO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (OMS) INCLUI INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS

Ouvir vozes e ver Espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida…

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

A obsessão, em uma acepção espírita, corresponde à influência perturbadora de um Espírito sobre uma pessoa. Esse processo é causado somente quando existem ligações psíquicas entre a pessoa e o Espírito desencarnado.

Esta união se estabelece como conseqüência de pensamentos, sentimentos ou interesses em comum entre ambos, ou seja, sempre que há sintonia mental.

Embora este processo possa ser interrompido desde que a pessoa modifique sua atitude íntima e psíquica para melhor, a obsessão tende a trazer perturbações diversas que variam de pequena a grave intensidade.

Quem sofre a influência prejudicial de um Espírito e percebe de forma consciente o que lhe ocorre, seja pelas imagens mentais perturbadoras que surgem em sua mente ou pela mediunidade ostensiva que lhe permite ouvir, ver ou sentir o que o lhe transmite Espírito, tende a ser confundido com um esquizofrênico.

Este fato ocorre mesmo que a pessoa possua adequação de atitudes perante o meio sócio- cultural e familiar, trabalho produtivo, interação e vínculo afetivo com seus semelhantes e clara organização e coerência do pensamento.

Freqüentemente, as pessoas que sofrem obsessão conseguem melhoras expressivas ou mesmo a cura (quando modificam seu estado mental) com a terapêutica espírita.

Convém ressaltar que a chamada “terapêutica espírita” não substitui o tratamento médico e especializado quando existe algum tipo de transtorno mental, atuando apenas como um auxílio complementar.

Contudo, vem esclarecer que nem sempre a possibilidade de ver e ouvir além dos sentidos físicos evidencia um transtorno mental.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a disciplina de Medicina e Espiritualidade na USP:

A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID – Código Internacional de Doenças – que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID-10, item F.44.3 – define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que sãopatológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM IV – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de “psicóticos” por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

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